Está prevista uma correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda de 2010, como ocorreu neste ano
No próximo ano, menos brasileiros terão que pagar o Imposto de Renda. Os trabalhadores que ganham até R$ 1.499,15 ficarão isentos do desconto do IR no holerrite em 2010. Atualmente, apenas quem recebe até R$ 1.434,59 não paga. A mudança virá com a correção de 4,5% na tabela, mesmo índice do ano passado, prevista na Medida Provisória 340 editad pelo Governo em 2006. Para 2011, não há previsão de quanto será a alteração.
Quanto maior a correção, menos trabalhadores são tributados, além de reduzir também o número daqueles que pagam as maiores alíquotas.
Quem recebe de R$ 1.499,16 a R$ 2.246,75 entra na alíquota de 7,5% a menor, com parcela a deduzir de R$ 112,43. Por exemplo, um trabalhador com salário de R$ 2 mil terá desconto mensal de R$ 37,57, contra R$ 42,40 neste ano.
Já a faixa de R$ 2.246,76 a R$ 2.995,70 terá dedução de R$ 280,94. Para um salário de R$ 2.500, o desconto em folha será de R$ 94,06 contra R$ 106,15.
A terceira faixa de renda vai de R$ 2.995,72 a R$ 3.743,19 com parcela a deduzir de R$ 505,62. Quem ganha um salário de R$ 3 mil terá desconto de R$ 144,20 contra R$ 150,69 neste ano. Acima de R$ 3.743,19 a dedução será de R$ 692,78.
Para o advogado tributarista do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Fauler Lanzo Pedrecca, a correção da tabela é boa para a maior parte dos trabalhadores, inclusive para quem continua fora da isenção, porque os descontos diminuem. Porém, ele lembra que ter um salário de até R$ 1.499,15, o limite não significa estar livre da declaração do IR em 2011. Se o trabalhador tiver outras fontes de renda como aluguéis, pode ter imposto a pagar, afirma.
Quem recebe salário próximo do limite em vigor hoje, 1.500, por exemplo, já não tem desconto no imposto. Isso porque a retenção seria de R$ 1,15, mas a Receita Federal dispensa valores até R$ 10, diz Pedrecca.
Neste ano, cerca de 24 milhões de brasileiros tiveram mnos descontos em folha, com a correção de 4,5% na tabela e a criação de duas alíquotas intermediárias. Além dos tradicionais 15% e 27,5%, agora o trabalhador pode se enquadrar nas alíquotas de 7,5% e 22,5%. A novidade for anunciada como medida para estimular o consumo.
Fonte: Diário de São Paulo
Publicado por: Tatiana Lopes
Data da publicação: 23/11/2009
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